terça-feira, 24 de novembro de 2009

Militares: o poder da união



A vida é feita de escolhas e de oportunidades; e o sucesso decorre da capacidade de estarmos prontos quando as oportunidades surgem, escolhendo a melhor forma de potencializar a abertura de novos horizontes.

Em 2010, outro processo eletivo se efetivará. Como em todos os anteriores, surgirão os ‘conhecidos’ candidatos de farda, de soldado a coronel, buscando tornarem-se representantes da classe. Resultado: quando o bolo é dividido entre muitos, os pedaços se tornam pequenos e, ao final da festa, acaba-se a iguaria e os comensais saem famintos, insatisfeitos e queixosos.

Estamos num momento histórico delicado. Em nível Federal, perdemos os ministérios; em nível Estadual, nossos comandantes gerais perderam o status de secretários de Estado. Resultado: hoje, nós militares, não decidimos mais quase nada e nos restringimos a questões meramente administrativas para deliberação.

Também somos seres políticos e, por isso, sabemos que força decorre de representatividade. Quem faz política sabe disso. Quem é político sabe disso... Nós militares sabemos disso. Entretanto, ficamos fechados dentro de nós mesmos assistindo a tudo o que ocorre ao nosso derredor.

Não acredito em militar que não possua dentro de si um significativo poder de persuasão. Não acredito em militar incapaz de convencer pela argumentação – pensem, estimados amigos de caserna, nos malabarismos que fazemos por ocasião de uma abordagem policial, durante um atendimento pré-hospitalar, numa ação de salvamento, no combate ao temível fogo e, principalmente, na sutil ação preventiva das nossas Corporações. Operamos verdadeiros milagres quando atuamos como psicólogos, médicos, conselheiros...

Esses elementos, todos eles: escolha, oportunidade, sucesso, capacidade, política, força, representatividade... Todos resolveram confabular. Veja que desconstrução: eles precisam do antípoda da divisão; eles precisam de um ingrediente catalisador, a união.
Se nos unirmos na escolha do nosso representante em 2010, a probabilidade de vencermos é de 100%! Nós podemos, sozinhos, eleger um Deputado Federal/Estadual. Ora, mas somos formadores de opiniões – será que nossa persuasão não nos trará adeptos? E nossos amigos e familiares... Eles nos deixarão sozinhos? Nunca!

O sucesso dessa empreitada dependerá da nossa capacidade de articulação interna, do convencimento externo e de força política.

Nossa Federação possui 27 Estados-Membros. Se fizermos essa integração, em nível nacional, serão 27 Deputados Federais que conhecem a nossa realidade diária. Serão 27 vozes ecoando em uníssono a causa militar em nosso país. Isso é representatividade. Isso é ter força e poder de barganha!

As atuais manifestações pacíficas e ordeiras, admitidas no Estado Democrático de Direito, que policiais e bombeiros estamos impetrando em alguns Estados da Federação, está surtindo efeito. Estamos incomodando porque estamos nos unindo e nos fortalecendo politicamente. Nossa mais pujante arma bélica se descortinou e o mundo de sonhos que nos abriu é esplendoroso. Descobrimos a força da união, o poder de caminharmos lada a lado como irmãos de farda. Nessa luta não há nem pode haver postos nem graduações. Deve haver um propósito.

Precisamos perder o medo de falar de política. Precisamos perder o medo de nos auto-transgredir, pois o viver é uma transgressão necessária e arriscada – nunca esqueçamos que cada um de nossos passos é o princípio de uma queda. Mesmo assim caminhamos.
Não somos mais simples prótons e elétrons soltos, sem direção. Estamos plugados e a corrente que se formou precisa, sim, saber a que se propõe, precisa de rumo certo. Precisamos eletrizar o Congresso Nacional com homens e mulheres que conhecem a vivência dos tiroteios e os riscos das ações de emergência.

Alguns dirão: ‘ – Não gosto desse coronel! Não gosto desse soldado!... Querem é melhorar de vida!’ Se esses nossos irmãos estiverem lá, já serão 27 vencedores! Serão amigos com os quais poderemos externar nossas lamentações quando estas surgirem ou existirem! Alguém tem que entrar – então que seja um dos nossos!

Somos os mesmos militares de ontem e o seremos sempre. Somos, hoje, homens e mulheres que, assim como nossos antecessores, amamos o nosso maravilho país! E não acredito que nossos irmãos civis pensem diferente de nós. Não acredito que o cidadão brasileiro comum não queira pertencer a uma nação livre, entendendo a liberdade no seu mais alto grau epistemológico: livre como povo, livre como ser e livre como integrante de um mundo ameaçado pela destruição provocada pelo mesmo homem que busca a liberdade.

Nosso voto é essencial para que em 2010 dê tudo certo.

Nijair Araújo Pinto – Maj QOBMCE

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